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Automação em governança: pela reputação do seu negócio, invista nela

O ano de 2023 traz consigo uma expectativa: o início da aplicação das penalidades pela Agência Nacional de Proteção de Dados (ANPD) e o fim do “limbo” fiscalizatório. O brasileiro tem uma cultura bastante peculiar, de esperar algo acontecer para começar a se preocupar. Já houve um bom período para adequação e conscientização com relação à lei, de modo que em um eventual processo fiscalizatório sobram poucos argumentos para não estar em conformidade até o momento. O melhor caminho é investir em automação em governança e se adequar.

Desde 2018, o tema da privacidade vem passando por um amadurecimento dentro das empresas, com companhias saindo literalmente do zero para essa jornada.

Como a automação em governança transforma a descoberta de dados

Acompanhando de forma direta esse amadurecimento temos visto que o processo de descoberta de dados mudou e hoje só faz sentido quando baseado em tecnologia. O método inicial de entrevistas dá uma ideia sobre os dados processados. No entanto, apenas a tecnologia traz certezas e permite visibilidade e proteção efetiva.

O primeiro passo é escolher uma ferramenta para conectar bancos de dados e entender seus fluxos. Dessa forma, é possível desenhar um projeto focado em ciclo de vida e expurgo. Tendo isso feito, uma variedade de descobertas acontece.

Em geral, no momento em que se instala na empresa uma ferramenta de descoberta de dados, descobre-se que, por exemplo, o RH acreditava que coletava nome, cargo, e-mail e telefone de um determinado grupo de pessoas. Mas, na verdade, os arquivos da área também armazenam outros tantos dados pessoais desses mesmos cidadãos. Nessas e em outras situações, a automação em governança ajuda a empresa a ter uma visibilidade real dos dados processados na operação como um todo.

Nenhuma empresa consegue proteger dados que não conhece. Por isso, a ferramenta de descoberta é essencial para mapear informações em bancos, sistemas e aplicações. Além disso, a ferramenta facilita o gerenciamento do compartilhamento de dados com terceiros. Sabendo exatamente a volumetria e o tipo de dado, através de um inventário completo torna-se possível mapear, acompanhar e revisar as boas práticas desses parceiros com relação à privacidade e proteção desses mesmos dados.

A automação em governança é um processo fundamental para garantir que seja armazenado somente o proposto, o desejado e o necessário. Nada mais, nada menos. As ferramentas eliminam surpresas e geram evidências para apresentar às autoridades. Como resultado, os riscos para sua organização diminuem.

Automação em governança como defesa na fiscalização da ANPD

Para sair do radar da ANPD a organização deve provar diligência contra ameaças cibernéticas. Isso vale tanto para ameaças internas quanto externas. A melhor postura para isso é a utilização de soluções de governança de privacidade somada a um discovery efetivo de dados, assim como a conscientização das pessoas que operam as informações.

Não se trata de um caminho simples. Em muitas organizações, o orçamento é restrito e nem sempre tratado com prioridade. Há, ainda, aquelas em que os DPOs embora tenham sido nomeados, detém pouca autoridade sobre o orçamento e poder de decisão bastante limitado. Esses cenários com os quais nos deparamos por vezes, faz com que a empresa fique andando de lado quando o assunto é privacidade e proteção de dados.

Reputação e automação em governança: o investimento que protege

Caso você ainda tenha dúvidas sobre o papel da automação e governança como um investimento e não um custo, basta lembrar que ela protege um ativo intangível do negócio: a reputação. Toda empresa depende da confiança de clientes, parceiros e investidores. A imagem projetada ao mercado é um ativo valioso. Um vazamento derruba ações e reduz clientes. Além disso, o dano à imagem pode ser difícil de reverter.

Por fim, é importante mencionar que nas empresas em que os projetos de automação em descoberta foram implementados, essa iniciativa se tornou uma excelente aliada para outras áreas além da privacidade, como por exemplo a área de segurança, ajudando a ter visibilidade dos dados e configurar proteções adicionais, fraudes e investigações e até mesmo inteligência do negócio.

Simone Santinato, DPO na NovaRed Brasil

Fonte: IT Forum

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