A forma como as empresas operam mudou, além disso, mas muitas estratégias de segurança ainda seguem uma lógica antiga: proteger o perímetro da rede e assumir que tudo o que está “dentro” é confiável. O problema é que esse perímetro já não representa a realidade. Usuários acessam aplicações de qualquer lugar, dados circulam entre ambientes on-premises e nuvem, e ferramentas SaaS fazem parte da rotina de trabalho.
No entanto, o Zero Trust ganha força como um modelo de segurança baseado em um princípio simples: nenhum usuário, dispositivo ou aplicação deve receber confiança implícita. Em vez disso, cada acesso precisa ser validado continuamente com base em identidade, contexto, postura de segurança e privilégio mínimo.
Mais do que uma tendência, o tema virou prioridade prática. Em 2025, o NIST publicou orientações com 19 arquiteturas de referência de Zero Trust, reforçando que a abordagem já faz parte da agenda das organizações que precisam proteger acessos, aplicações e dados em ambientes híbridos e distribuídos.
Por que o Zero Trust se tornou necessário?
O avanço da nuvem, do trabalho híbrido e das aplicações SaaS mudou o fluxo dos dados e ampliou a superfície de ataque. No e-book da Zscaler, esse cenário aparece com clareza: os dados estão distribuídos, os usuários se conectam fora da rede corporativa, o tráfego criptografado cresce e as abordagens tradicionais já não oferecem visibilidade nem controle suficientes.
Na prática, isso expõe a empresa a riscos como:
- uso de aplicações fora da governança da TI;
- compartilhamento indevido de arquivos e dados sensíveis;
- acessos a partir de dispositivos não gerenciados;
- permissões excessivas e configurações inseguras em ambientes SaaS e cloud;
- falta de visibilidade sobre dados em movimento e em repouso.
O impacto financeiro também ajuda a explicar por que o tema ganhou espaço. O relatório Cost of a Data Breach 2025, da IBM, mostra que o custo médio global de uma violação de dados chegou a US$ 4,4 milhões, reforçando a necessidade de modelos de segurança mais adaptados à operação atual.
Como o Zero Trust funciona na prática?
Adotar Zero Trust não significa apenas trocar ferramentas, mas mudar a lógica de proteção. Em vez de confiar por padrão, a empresa passa a validar continuamente quem está acessando o quê, de qual dispositivo, em que contexto e com qual nível de privilégio.
Isso costuma envolver quatro pilares:
1. Verificação contínua de identidade e contexto.
O acesso deixa de depender apenas de login e senha. Entram em cena fatores como autenticação forte, perfil do usuário, dispositivo utilizado, localização, horário e risco da sessão.
2. Privilégio mínimo.
Cada usuário, aplicação ou serviço acessa apenas o que precisa para executar sua função. Isso reduz a superfície de ataque e limita a movimentação lateral em caso de comprometimento.
3. Visibilidade e controle sobre dados.
Em um ambiente distribuído, é preciso proteger dados em movimento e em repouso, aplicando políticas consistentes para monitorar acessos, compartilhamentos, uploads, downloads e transferências entre aplicações, nuvem e dispositivos.
4. Governança de ambientes cloud e SaaS.
Zero Trust também passa por revisar permissões, compartilhamentos e configurações incorretas em plataformas como Microsoft 365, aplicações SaaS e nuvens públicas, reduzindo riscos de exposição sem depender apenas da ação do usuário.
Onde a proteção de dados entra nessa estratégia?
Embora o tema Zero Trust seja frequentemente associado ao controle de acesso, o objetivo final é proteger o ativo mais valioso da organização: os dados.
Por isso, uma estratégia madura não se limita à autenticação. Ela precisa combinar visibilidade, controle e políticas de proteção para acompanhar o dado onde ele estiver. No material da Zscaler, essa abordagem aparece integrada a recursos como CASB para dados em repouso, CASB em linha, Cloud DLP, inspeção de Microsoft 365, gestão de postura SaaS e isolamento de navegador. A proposta é proteger dados em movimento, em repouso e em aplicações na nuvem sem depender de um perímetro fixo.
Na prática, isso ajuda a:
- evitar compartilhamentos indevidos de informações confidenciais;
- restringir uploads e downloads de arquivos sensíveis;
- identificar dados críticos em aplicações corporativas e serviços de arquivos;
- aplicar políticas de DLP em tempo real;
- controlar o acesso mesmo em dispositivos não gerenciados.
Como começar uma jornada de Zero Trust?
Zero Trust não precisa começar como um projeto gigante. O caminho mais eficiente costuma ser evolutivo, priorizando os acessos, aplicações e dados mais críticos para o negócio.
Alguns passos práticos incluem:
- mapear usuários, aplicações e dados sensíveis;
- revisar identidade, MFA e contas privilegiadas;
- ganhar visibilidade sobre SaaS, shadow IT e compartilhamento de arquivos;
- aplicar políticas consistentes para dados, acessos e dispositivos;
- priorizar casos de uso com impacto direto, como Microsoft 365, acesso remoto e proteção de dados em nuvem.
Zero Trust é uma resposta ao ambiente real.
Quando usuários trabalham de qualquer lugar, aplicações estão na nuvem e dados circulam fora do data center, confiar apenas no perímetro deixa de ser suficiente. O Zero Trust surge justamente para responder a essa mudança, criando uma abordagem de segurança mais aderente à operação moderna e mais eficiente para proteger identidades, acessos e informações críticas.
Se a sua empresa está avaliando como fortalecer a proteção de dados em ambientes híbridos e distribuídos, vale aprofundar esse debate com uma visão mais prática sobre visibilidade, controle e proteção contínua.
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