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Cibersegurança OT no setor elétrico: o papel da IEC 62351 

Falar de cibersegurança OT no setor elétrico exige olhar além da proteção de sistemas isolados. Em ambientes onde SCADA, subestações, IEDs e centros de controle sustentam a operação, proteger a comunicação entre esses ativos é proteger a própria continuidade do serviço.

É nesse contexto que a IEC 62351 se torna estratégica. A norma foi criada para reforçar a segurança das comunicações em sistemas de energia, ajudando empresas do setor elétrico a reduzir riscos operacionais. Além disso, contribui para evitar falhas com origem cibernética e aumentar a resiliência de suas operações críticas.

Este conteúdo foi desenvolvido a partir dos insights de Eduardo Honorato, líder de OT Cibersegurança América Latina na NovaRed, com base em sua visão sobre os desafios de segurança em infraestruturas críticas e a importância de traduzir riscos técnicos em decisões de negócio no setor elétrico. 

O papel da IEC 62351 na cibersegurança OT

A IEC 62351 é uma das principais normas de segurança OT no setor elétrico. Seu foco está na proteção das comunicações digitais entre sistemas e dispositivos críticos, reduzindo riscos como interceptação de dados, falsificação de mensagens, manipulação de comandos e acessos indevidos.

Na prática, isso significa proteger a troca de informações entre ativos que fazem parte da rotina operacional de distribuidoras, geradoras e transmissoras de energia. Quando essa comunicação falha, o impacto não fica restrito à área técnica. Pelo contrário, ele pode comprometer a disponibilidade, a estabilidade da operação e a capacidade de resposta da organização.

Por isso, a cibersegurança OT no setor elétrico não pode ser tratada apenas como uma discussão sobre conformidade. Ela precisa ser entendida como uma medida de proteção da operação.

Segurança OT: proteger a comunicação é proteger a operação 

No setor elétrico, falhas de comunicação podem ter efeitos diretos sobre processos de automação, proteção e controle. Um comando alterado, uma mensagem sem autenticação ou uma troca de dados comprometida pode gerar indisponibilidade, erro operacional e perda de visibilidade sobre o ambiente.

“A IEC 62351 ajuda a reduzir esse risco ao estabelecer mecanismos de proteção para protocolos e fluxos de comunicação usados em ambientes OT, especialmente quando combinada a estratégias de segurança em redes OT.”, explica Eduardo Honorato, líder de Cibersegurança OT para a América Latina na NovaRed. Isso fortalece a integridade das informações, amplia o controle sobre acessos e contribui para a detecção mais rápida de comportamentos anômalos.

Em outras palavras, a cibersegurança OT no setor elétrico deixa de ser apenas uma camada de defesa e passa a atuar como suporte direto à continuidade operacional.

O impacto da IEC 62351 para o negócio

Um dos principais desafios da segurança OT em infraestrutura crítica é transformar risco técnico em argumento de negócio. Enquanto a área técnica fala em autenticação, segmentação e proteção de protocolos, a liderança precisa entender o impacto sobre disponibilidade, exposição ao risco e continuidade da operação.

É justamente aí que a IEC 62351 ganha relevância estratégica. Ao reduzir a probabilidade de falhas e incidentes em sistemas críticos, a norma ajuda organizações do setor elétrico a tratar a cibersegurança como parte da gestão de risco operacional.

Um exemplo concreto mostra esse potencial: em artigo publicado no portal Infor Channel, Honorato relata o caso de uma distribuidora de energia da América Latina que reduziu em 92% os incidentes operacionais com origem cibernética após dois anos de implementação progressiva da IEC 62351. Além disso, ela conquistou a certificação ISO 27001, com apoio dos controles técnicos da norma, e foi selecionada para um programa internacional de modernização. 

O caso mostra que investir em cibersegurança OT no setor elétrico vai além da conformidade. Isso significa fortalecer a operação, aumentar a maturidade do ambiente e reduzir impactos financeiros associados a falhas e indisponibilidade.

Os ganhos da cibersegurança OT no setor elétrico

A adoção da IEC 62351 pode gerar benefícios que aparecem diretamente na rotina operacional. Entre eles, estão:

  • maior visibilidade sobre eventos e anomalias no ambiente OT;
  • mais controle sobre acessos a sistemas críticos;
  • redução de falhas operacionais ligadas à comunicação entre ativos;
  • maior interoperabilidade entre equipamentos e plataformas;
  • mais previsibilidade para operações críticas do setor elétrico.

Esses ganhos ajudam a mostrar que a cibersegurança OT no setor elétrico não deve ficar restrita à TI ou à engenharia. Ela precisa fazer parte da estratégia de continuidade, resiliência e governança das organizações.

IEC 62351 e resiliência para operações críticas no setor elétrico. 

A IEC 62351 é um componente importante dentro de uma estratégia de cibersegurança OT no setor elétrico. Mais do que proteger dados em trânsito, ela ajuda a reduzir a exposição a incidentes. Além disso, reforça a segurança das comunicações e sustenta operações com mais estabilidade.

Em infraestruturas críticas, uma falha de comunicação pode comprometer muito mais do que um processo técnico. Pode afetar a operação. Assim, prejudica a disponibilidade do serviço e a confiança sobre a capacidade da organização de responder a um cenário de ameaças cada vez mais complexo.

Por isso, investir em segurança OT e em mecanismos alinhados à IEC 62351 é uma decisão que envolve risco, continuidade e resiliência operacional. No setor elétrico, essa conversa já não pode ficar apenas no campo técnico.

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A NovaRed apoia organizações na proteção de ambientes OT e infraestruturas críticas com uma abordagem que une segurança, continuidade operacional e visão de negócio.

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