O adiamento da LGPD gerou incertezas, mas não reduziu a urgência de atender as demandas dos titulares de dados. Pelo contrário, as empresas que aproveitaram esse período para se adequar saíram na frente da concorrência.
Por que as demandas dos titulares não podem esperar
A Lei Geral de Proteção de Dados garante aos cidadãos brasileiros o direito de saber quais informações pessoais estão em poder das empresas. Além disso, os titulares podem solicitar a correção, exclusão ou portabilidade desses dados a qualquer momento. Dessa forma, as organizações precisam estar preparadas para responder com agilidade.
Ignorar essas demandas dos titulares expõe a empresa a sanções que podem chegar a R$50 milhões por infração. No entanto, o risco vai além das multas e inclui danos à reputação e perda de confiança do mercado.
Os principais desafios das empresas
Muitas organizações ainda enfrentam dificuldades para mapear onde os dados pessoais estão armazenados. Sem essa visibilidade, responder às demandas dos titulares dentro dos prazos legais se torna quase impossível. Por isso, investir em ferramentas de governança de dados e em processos claros de atendimento é o primeiro passo.
Outro ponto crítico é a segurança da informação. Não adianta ter um canal de atendimento ao titular se o ambiente digital da empresa está vulnerável a vazamentos. Nesse sentido, a proteção dos dados precisa caminhar junto com a governança.
O que fazer agora
Independentemente do cronograma legal, as empresas devem agir em três frentes: mapear os dados em seu poder, criar canais de atendimento ao titular e fortalecer a segurança do ambiente digital. Essas ações atendem as demandas dos titulares e posicionam a organização como referência em privacidade.
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