Com o avanço da tecnologia, o uso de informações dos cidadãos brasileiros no ambiente corporativo cresceu. Por isso, órgãos e governos elevaram suas exigências de segurança e governança de dados.
E, nesse contexto, cresce a relevância do Data Protection Officer (DPO).
Qual a função do DPO?
DPO é acrônimo para Data Protection Officer e, na tradução livre para o português, significa Encarregado pela Proteção de Dados. Trata-se do profissional que faz a ponte entre o Controlador de Dados, os titulares das informações e a Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD). É ele o responsável por garantir que a companhia cumpra as determinações da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD).
O Data Protection Officer também acumula responsabilidades de privacidade. Isso inclui aspectos jurídicos, auditoria, segurança de dados e compliance.
Por todas essas atribuições, é fundamental que esse profissional tenha poder de decisão, além de acesso direto e desburocratizado à alta liderança da organização.
A importância do DPO para a conformidade com a LGPD
De acordo com a Lei Geral de Proteção de Dados, as companhias que coletam informações de terceiros devem agir com transparência. Dessa forma, garantem a privacidade e a proteção de dados dos titulares.
Pela norma, os titulares têm o direito de visualizar, pedir correção, solicitar exclusão e obter informações sobre dados que estão sendo utilizados e armazenados.
Nesse contexto, o DPO se posiciona como o guardião da conformidade com a LGPD. Isso acontece porque ele é o responsável por atender e resolver prontamente os requerimentos dos titulares dos dados.
É ele quem presta esclarecimentos e dialoga com autoridades nacionais. Também orienta a equipe que coleta, trata e armazena os dados de terceiros.
Dois conceitos para estar no radar do DPO da sua empresa
1. DSPM
A sigla DSPM significa Data Security Posture Management ou Gerenciamento de Postura de Segurança de Dados. Na prática, refere-se ao processo contínuo de identificar, classificar e proteger informações. Nesse sentido, mapeia fluxos e locais de armazenamento dos dados.
Em um cenário em que a proteção de dados se torna mais complexa, o DSPM torna-se essencial. Por meio de soluções de tecnologia, ajuda as empresas a entenderem onde seus dados estão. Além disso, identifica como estão sendo usados e quais riscos existem.
Com DSPM, as empresas conseguem mitigar os casos de acessos não autorizados, de uso indevido das informações e de ransomware, uma das principais ameaças cibernéticas à segurança digital de uma empresa.
Isso é possível porque o sistema não só protege o compartilhamento de dados, como também garante uma gestão eficiente, proporcionando uma visão clara da segurança de dados em todas as plataformas.
2. Data lake
Data lake é um conceito de armazenamento de todo tipo de dado na infraestrutura de big data de uma organização, com escala e flexibilidade, seja on premise ou em cloud computing. Na tradução para o português, o termo significa “lago de dados”. Na prática, se traduz em um repositório no qual são armazenados dados de diferentes fontes escolhidas pela organização.
Essas informações chegam brutas, ou seja, sem filtros, refinamentos ou análises prévias, refinamentos ou análises prévias.
Em geral, os data lakes são construídos em três etapas. A primeira refere-se ao momento de coleta das informações. Na segunda fase, os dados são direcionados ao armazenamento no repositório. Por fim, é possível conectar ao data lake plataformas de consulta aos dados. Nessa arquitetura, os dados podem ser armazenados de maneira estruturada, semiestruturada ou sem qualquer estrutura.
DPO como Serviço: uma estratégica possibilidade
Há organizações que contam com um DPO interno e está tudo certo com essa decisão, pois cada empresa tem liberdade para decidir quem vai ocupar a cadeira.
Por outro lado, outras companhias já entendem que o trabalho desse profissional pode ser incorporado à rotina como um serviço, ou seja, passível de ser terceirizada, com contratação à distância ou in loco.
Em casos como esse, nota-se que o DPO como serviço agrega à companhia as seguintes vantagens:
- acesso imediato à um DPO especializado e qualificado, que se mantém constantemente atualizado e tem amplo conhecimento da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), entre outras normas e regulamentações;
- aumento da eficiência operacional da organização, tendo em vista que a equipe interna tem mais tempo para focar exclusivamente no que gera faturamento e lucro para o negócio;
- não há necessidade de lidar com custos e burocracias que tenham relação com contratação, manutenção e desligamento do profissional;
- em caso de pedido de demissão, a empresa fornecedora substitui o profissional prontamente, sem dores de cabeça para a empresa que utiliza seus serviços;
- garantia de ter uma pessoa dedicada a manter a empresa em conformidade com a LGPD.
Nós sabemos o quanto a proteção de dados pode ser desafiadora nas decisões de conformidade e governança. Por isso, nossos especialistas estão à disposição para te auxiliar a repensar a cibersegurança do seu negócio.



