Início » Blog » Cinco principais erros em cibersegurança no agronegócio: o que fazer?

Cinco principais erros em cibersegurança no agronegócio: o que fazer?

O agronegócio brasileiro encerrou 2023 com superávit acumulado de US$ 148,58 bilhões, um crescimento de 4,9% em relação a 2022, de acordo com dados apurados pelo Ipea. “O montante mantém o setor como uma das principais atividades econômicas do Brasil, inclusive com destaque no PIB do País.

O grande problema é que essa representatividade tem atraído a atenção dos cibercriminosos, tornando os ciberataques no agronegócio cada vez mais frequentes. Os ataques têm sido dos mais variados, de simples a sofisticados”, conta Adriano Galbiati, diretor de operações da NovaRed.

O executivo explica que, para se estabelecer e operar de maneira eficiente e competitiva, organizações de todos os portes no setor agro investem muito em tecnologia.

Algumas estão adotando sistemas bastante complexos, conectados intimamente com o negócio, controlando ativos como máquinas agrícolas, sensores diversos e drones. Além disso, esses processos incluem compartilhamento de dados e acessos com terceiros, ação que está no radar da LGPD.

“Quando o assunto é agronegócio, é preciso considerar que o potencial de um ataque bem-sucedido é bastante amplo. Um incidente pode deixar um sistema indisponível, restringir o acesso a infraestruturas críticas e paralisar o funcionamento de equipamentos. Como resultado, o ataque interfere na produção de itens perecíveis, no cuidado com animais e no atendimento a clientes e fornecedores. Em casos mais extremos, pode causar danos físicos a pessoas envolvidas nos processos de produção”, alerta Galbiati.

Para auxiliar as organizações do setor agro a estabelecer ou elevar o nível da própria maturidade digital, Galbiati lista os cinco principais erros em cibersegurança:

Não classificar a cibersegurança como prioridade

Muitas vezes, na ânsia de implementar uma tecnologia para elevar a eficiência do negócio, empresas de diferentes setores adotam soluções considerando apenas popularidade, preço e funcionalidade. No entanto, deixam de avaliar se o desenvolvedor criou o software para, também, ser seguro.

Vale destacar que, ao priorizar a cibersegurança, merece atenção tanto as tecnologias quanto as ações de conscientização e treinamento da equipe.

Não ter visibilidade dos dados e ativos

Não há como defender um ambiente digital sem conhecer a infraestrutura, os dados disponíveis e as vulnerabilidades dessa superfície de risco. Nesse quesito, é preciso considerar a prejudicial prática do Shadow IT. Nesse cenário, diferentes áreas do negócio implementam novas ferramentas sem aprovação ou supervisão das equipes de tecnologia e segurança da informação. Ou seja, sem visibilidade, sem proteção.

Não incluir a opinião de profissionais de TI e SI nas decisões estratégicas

Ter profissionais especializados em tecnologia e segurança da informação participando da tomada de decisões estratégicas faz toda a diferença. Dessa forma, a empresa garante um direcionamento mais certeiro no uso das soluções de tecnologia e na segurança das informações. Afinal, os ciberataques no agronegócio exigem que o tema esteja no board de todas as empresas do setor.

Não estabelecer alianças com profissionais especializados em segurança da informação 

Devido à complexidade da área de cibersegurança, é útil que as empresas contem com especialistas qualificados, certificados e atualizados. De fato, o objetivo é proteger o ambiente de novas ameaças cibernéticas do mercado e evitar novos pontos de vulnerabilidade.

Esse profissional pode integrar a equipe interna. Porém, diante da escassez de mão de obra qualificada e do alto turnover nas áreas de TI e SI, é estratégico contratar um parceiro externo especializado.

Pagar pelo resgate de dados

Nesse sentido, um estudo da Cybersecurity Ventures constatou que o Cibercrime irá faturar US$ 10,5 trilhões por ano até 2025, em um crescimento anual de 15% no mundo todo.

Diante de ciberataques no agronegócio, o pagamento pelo resgate dos dados roubados pode parecer a solução mais rápida.

Ceder a essa chantagem também reforça no criminoso a certeza de que o crime compensa.

Ceder a essa chantagem também reforça no criminoso a certeza de que o crime compensa. “Com o aumento de ciberataques, as equipes devem trabalhar a prevenção para minimizar as vulnerabilidades. O início dessa jornada deve ser trilhado com um Centro de Operações de Segurança (SOC) e um Plano de Resposta a Incidentes de Segurança Cibernética (IRP).

Essa estratégia, além de mitigar riscos, torna o processo de recuperação de dados menos danoso em termos financeiros, legais, reputacionais e físicos”, detalha Galbiati. “Em caso de incidentes cibernéticos, a falta de preparo e de apoio adequados pode resultar em medidas precipitadas que agravam o evento”, finaliza.

Fonte: O Presente Rural

Tópicos

Cadastre-se em Nossa Newsletter