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DevSecOps: como proteger a cadeia de software em um cenário de riscos crescentes

DevSecOps: como proteger a cadeia de software em um cenário de riscos crescentes

A segurança da cadeia de software tornou-se um dos principais desafios para organizações modernas.

Esse conceito de DevSecOps está diretamente relacionado aos componentes, fornecedores e processos envolvidos no desenvolvimento e na entrega de software ,incluindo tanto aplicações desenvolvidas internamente quanto soluções adquiridas de terceiros.

Na prática, isso significa que o risco não está apenas no código produzido pela empresa, mas também nas bibliotecas open source utilizadas, nos fornecedores de software e nas próprias práticas de desenvolvimento adotadas.

Esse cenário exige uma abordagem estruturada, que combine visibilidade sobre dependências, avaliação de riscos de fornecedores e adoção de práticas de desenvolvimento seguro, como as recomendadas pelo OWASP.

Por que criar um software seguro por design se tornou uma prioridade estratégica?

Ataques à cadeia de software não são novos, mas ganharam escala e sofisticação.

Em vez de atacar diretamente uma empresa, criminosos exploram vulnerabilidades em fornecedores, bibliotecas ou ferramentas utilizadas por múltiplas organizações. O efeito é exponencial: um único ponto comprometido pode impactar milhares de empresas simultaneamente.

Esse tipo de ataque é particularmente perigoso porque:

  • Explora relações de confiança já estabelecidas.
  • Dificulta a detecção, pois o código comprometido parece legítimo.
  • Escala rapidamente dentro de ambientes corporativos.

Além disso, regulações globais estão avançando para exigir maior transparência e controle sobre a cadeia de software, incluindo a adoção de práticas como SBOM (Software Bill of Materials).

O que compõe a cadeia de suprimentos de software?

Para proteger, primeiro é preciso enxergar.

A cadeia de software envolve todos os elementos que participam do desenvolvimento, distribuição e operação de uma aplicação. Isso inclui:

  • Bibliotecas open source.
  • Frameworks de desenvolvimento.
  • Dependências de terceiros.
  • Ferramentas de CI/CD.
  • Repositórios de código.
  • Provedores de serviços em nuvem.

Cada um desses elementos representa um potencial ponto de entrada para riscos.

O grande desafio é que essa cadeia não é estática. Dependências são atualizadas constantemente, novos componentes são adicionados e vulnerabilidades surgem todos os dias.

Sem visibilidade contínua, a organização perde controle sobre o próprio ambiente.

Principais riscos no desenvolvimento de aplicações

A complexidade da cadeia de software abre espaço para diferentes tipos de ameaça.

Entre os principais riscos estão:

Uso de componentes vulneráveis
Muitas aplicações utilizam bibliotecas com falhas conhecidas, que podem ser exploradas facilmente.

Dependências maliciosas
Pacotes aparentemente legítimos podem conter código malicioso inserido intencionalmente.

Comprometimento de repositórios
Ataques a plataformas de código podem impactar diretamente múltiplos projetos.

Falhas em pipelines de CI/CD
Processos automatizados podem ser explorados para inserir código comprometido em builds oficiais.

Falta de rastreabilidade
Sem visibilidade sobre os componentes utilizados, torna-se impossível responder rapidamente a incidentes.

O ponto crítico aqui é simples: quanto maior a dependência de terceiros, maior a superfície de ataque.

O papel da visibilidade: SBOM como base de controle.

Se a cadeia é complexa, a resposta precisa ser estruturada.

É nesse contexto que surge o conceito de SBOM (Software Bill of Materials), que funciona como um “inventário” detalhado de todos os componentes de um software.

Com um SBOM, a organização consegue:

  • Identificar rapidamente onde uma vulnerabilidade está presente.
  • Avaliar o impacto de novos riscos divulgados.
  • Atender requisitos regulatórios.
  • Melhorar a governança sobre o ciclo de desenvolvimento.

Sem esse nível de visibilidade, a gestão de riscos se torna reativa e, convenhamos, reagir em segurança quase sempre custa mais caro.

Como estruturar uma estratégia de desenvolvimento seguro de software?

Assim como na gestão de riscos tradicional, a segurança da cadeia de software exige um processo estruturado.

Esse processo normalmente envolve algumas frentes principais:

Mapeamento da cadeia

Identificar todos os componentes, fornecedores e dependências envolvidos no desenvolvimento e operação do software.

Avaliação de riscos

Analisar vulnerabilidades conhecidas, riscos de fornecedores e exposição da organização.

Implementação de controles.

Aplicar práticas como:

  • Análise de composição de software (SCA)
  • Validação de integridade de pacotes.
  • Monitoramento contínuo de vulnerabilidades.
  • Segurança em pipelines de desenvolvimento.

Monitoramento contínuo

A cadeia muda o tempo todo. Logo, segurança não é evento, é processo contínuo.

O impacto das regulações na cadeia de software.

Se antes fortalecer a segurança era uma boa prática, agora ela caminha para se tornar obrigatória.

Governos e órgãos reguladores estão exigindo maior transparência e responsabilidade das empresas sobre os softwares que desenvolvem e utilizam.

Isso inclui:

  • Exigência de SBOM em contratos e licitações.
  • Responsabilização por falhas em componentes de terceiros.
  • Auditorias de segurança na cadeia de desenvolvimento.

Erros comuns na abordagem de desenvolvimento de aplicações seguras por design.

Apesar da crescente atenção ao tema, muitas organizações ainda cometem erros básicos:

  • Tratar segurança como responsabilidade exclusiva do time técnico.
  • Não mapear dependências de forma completa.
  • Ignorar riscos de fornecedores.
  • Implementar ferramentas sem estratégia clara.
  • Atuar apenas de forma reativa.

Na maioria dos casos, o problema não está na falta de tecnologia, mas na ausência de governança e visão integrada.

Desenvolvimento seguro como pilar da estratégia de segurança

A segurança da cadeia de software representa uma evolução natural da cibersegurança.

Se antes o foco estava no perímetro e nos ativos internos, hoje ele se expande para todo o ecossistema digital que sustenta o negócio.

Empresas que tratam o tema de forma estratégica conseguem:

  • Reduzir exposição a ataques em larga escala.
  • Responder mais rapidamente a vulnerabilidades.
  • Atender a requisitos regulatórios com mais facilidade.
  • Fortalecer a confiança digital com clientes e parceiros.

Como evoluir a segurança da cadeia de software na sua organização.

Estruturar uma estratégia eficaz para desenvolvimento seguro exige visibilidade, governança e integração entre áreas técnicas e de negócio.

Fale com os especialistas da NovaRed e entenda como fortalecer a segurança da sua cadeia de software de forma estratégica e sustentável.

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