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Cibersegurança: por que o Brasil se tornou um dos países mais perigosos?

A cibersegurança no Brasil exige atenção: à medida que as organizações se abrem para inovações tecnológicas, cresce a vulnerabilidade e as chances de ataques cibernéticos.

No Brasil, as perdas das empresas com crimes virtuais são de 10 bilhões de dólares por ano, segundo dados de um estudo realizado pela McAfee. Consequentemente, esse cenário coloca o país como a segunda vítima de ataques virtuais do mundo, junto com Rússia, Coreia do Norte, Índia e Vietnã. 

Enquanto em outras localidades os crimes virtuais possuem, em sua maior parte, origem internacional, por aqui, ele é mais gerado internamente. São vários os fatores que contribuem para isso: fácil acesso dos criminosos às técnicas de invasão e profissionalização na produção de malwares. Além disso, existem brechas na legislação brasileira, como a falta de multas e punições adequadas.

O perigo mora ao lado

No universo das organizações, problemas de relacionamento com colaboradores, ex-colaboradores e até a guerra da concorrência agravam o problema. 

Um estudo da PwC aponta que entre os fatores que oferecem riscos se ataques cibernéticos para as organizações estão: colaboradores atuais (35% dos entrevistados), ex-colaboradores (34%), hackers desconhecidos (43%), concorrentes (27%) e fornecedores atuais (29%). 

Esta pesquisa mapeou, ainda, que um ciberataque bem-sucedido em sistemas automatizados ou robotizados podem gerar sérios danos a uma companhia, entre os quais: 

  1. Interrupção das operações/ produção (opinião de 55% dos entrevistados);
  2. Perda ou comprometimento de dados sensíveis (51%);
  3. Impacto negativo na qualidade dos produtos produzidos (43,5%);
  4. Danos à propriedade física (40,7%); e
  5. Danos à vida humana (27,8%).

 Mais de metade das empresas demoram a pedir ajuda

Nesse contexto, é preocupante saber que 56% das empresas não possuem uma cultura preventiva de cibersegurança, solicitando ajuda somente após sofrerem ciberataques perigosos, como transações não-autorizadas, estações de trabalho criptografadas e indisponibilidade de serviços. 

Diante de tanta vulnerabilidade a que estão expostas, a recomendação é que as companhias se preocupem em ter o apoio de uma empresa especializada em soluções de segurança da informação e contem com uma política de segurança de dados que seja eficiente. A ideia é conhecer detalhadamente o ambiente digital, identificando falhas e pontos de melhoria em tecnologias e processos. Dessa forma, a empresa implementa um programa de conscientização para proteger suas equipes.

Infelizmente, nem todas as empresas entendem que a cibersegurança no Brasil é uma estratégia essencial para os negócios. Mas, sua companhia não quer fazer parte deste time, não é mesmo?

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