A cibersegurança está em constante evolução, e 2026 promete ser um ano crucial. As ameaças cibernéticas não mostram sinais de desaceleração. Pelo contrário, estão se tornando mais sofisticadas e frequentes.
O ano de 2025 já nos deu um vislumbre do que está por vir. Ransomware e ataques automatizados cresceram exponencialmente. O impacto nos negócios foi significativo, exigindo respostas rápidas e eficazes.
Com a chegada de 2026, a segurança da informação se torna ainda mais vital. Empresas e indivíduos precisam estar preparados para enfrentar novos desafios. A inteligência artificial e o machine learning estão sendo usados tanto para defesa quanto para ataque.
A automação de ataques cibernéticos está aumentando a velocidade e a eficácia das ameaças. Isso exige que as estratégias defensivas sejam igualmente rápidas e adaptáveis. A educação e o treinamento em cibersegurança são mais importantes do que nunca.
A adoção de tecnologias de segurança baseadas em nuvem está em ascensão. Elas oferecem soluções flexíveis e escaláveis para proteger dados sensíveis. A colaboração internacional também é essencial para combater ameaças globais.
Neste artigo, exploraremos as tendências emergentes em cibersegurança para 2026. Vamos analisar as ameaças mais recentes e as melhores práticas em segurança da informação. Prepare-se para um mergulho profundo no futuro da cibersegurança.
O Panorama das Ameaças Cibernéticas em 2026
O cenário global de segurança digital continua em ascensão acelerada. Relatórios recentes mostram que os ataques cibernéticos estão aumentando em volume e complexidade, resultado da combinação entre expansão digital das empresas e maior sofisticação das táticas ofensivas. Por exemplo:
Ataques globais cresceram 21% no segundo trimestre de 2025 em comparação com o mesmo período de 2024, segundo a Check Point Research, refletindo pressão persistente sobre diferentes setores e regiões.
Organizações enfrentaram médias de quase 2.000 ataques por semana, com tendência de crescimento contínuo na maioria dos vetores de ataque.
A segurança da nuvem também se intensifica como vetor crítico: levantamentos de mercado compilados pela Exabeam indicam que uma parcela significativa das violações de dados em 2025 envolveu ativos em nuvem, evidenciando um salto relevante em relação a anos anteriores.
Essa escalada reforça que, em 2026, não é apenas a frequência, mas também a diversidade e a automação das ameaças que definem o panorama.
Ransomware e Ataques Automatizados: O Crescimento das Ameaças
Os dados de mercado mais recentes deixam claro que o ransomware, embora tendo seu “modelo de pagamento” sob pressão, segue sendo uma ameaça dominante e em evolução:
- Relatórios indicam que cerca de 78% das empresas foram vítimas de ataques de ransomware no último ano, destacando a saturação dessa ameaça no cotidiano das organizações.
- Embora pagamentos estejam caindo em alguns mercados (com quedas de mais de 30% nos valores pagos em 2024 em determinados casos), o volume de ataques e vítimas publicamente expostas segue em alta, com projeção de mais de 7.000 vítimas até o final de 2026, um aumento de 40% em relação a 2024.
- A automação aplicada a malware e ransomware está crescendo rapidamente: estima-se que operadores de ataques automatizados e scripts movidos por IA aumentem em mais de 49%, com sistemas automáticos realizando desde seleção de alvo até ex filtração de dados.
Esses números reforçam que o ransomware não é mais apenas “bloquear e solicitar resgate”, ele está se tornando mais disciplinado, automatizado e, em muitos casos, movido por extorsões de dados e outras formas de pressão.
Inteligência Artificial e Machine Learning: Aliados e Ameaças
A inteligência artificial (IA) e o machine learning (ML) transformaram a cibersegurança nos últimos anos. Essas tecnologias são tanto uma ameaça quanto uma aliada. De um lado, invasores utilizam IA para sofisticar e acelerar ataques, levantamento recente indica que ataques com uso de IA cresceram quase 50% globalmente, especialmente em campanhas de phishing, malware adaptativo e engenharia social. Por outro, empresas usam essas mesmas ferramentas para fortalecer suas defesas, ampliando capacidade de detecção e resposta.
A IA pode identificar vulnerabilidades em sistemas quase que instantaneamente. Isso coloca enorme pressão sobre as organizações para estarem sempre um passo adiante. Não por acaso, pesquisas com líderes de TI mostram que ameaças impulsionadas por IA já figuram entre as principais preocupações estratégicas para 2026, superando riscos tradicionais de infraestrutura. As equipes de segurança agora devem adotar soluções que não apenas detectem, mas também respondam a incidentes automaticamente.
Além disso, o machine learning pode ajudar a prever ameaças. Ao analisar grandes volumes de dados e padrões de comportamento, essas tecnologias detectam anomalias que indicam potenciais ataques antes que eles se concretizem. Esse movimento acompanha o crescimento do próprio mercado: o uso de IA aplicada à cibersegurança já movimenta dezenas de bilhões de dólares globalmente, refletindo a adoção acelerada de soluções preditivas e automatizadas.
No entanto, para potencializar o uso de IA e ML na defesa cibernética, as empresas devem:
- Implementar soluções de segurança baseadas em IA de forma integrada ao ambiente existente.
- Promover a formação contínua de suas equipes, evitando dependência cega da automação.
- Monitorar e ajustar algoritmos de ML para garantir eficiência e reduzir falsos positivos.
- Coordenar-se com outros setores para aprimorar respostas a incidentes e tomada de decisão
O uso estratégico de IA e ML será essencial para enfrentar os desafios cibernéticos que 2026 trará.
Segurança da Informação e Continuidade dos Negócios
A segurança da informação é vital para a continuidade dos negócios. No cenário atual, ameaças cibernéticas podem causar interrupções significativas. Isso afeta tanto a operação quanto a reputação de uma empresa.
Para mitigar esses riscos, é crucial que as organizações implementem estratégias robustas de gestão de risco. Proteger dados sensíveis deve ser uma prioridade em todos os níveis da operação. Além disso, ter um plano de continuidade preparado é essencial.
As empresas devem se concentrar em práticas de segurança que preservem tanto a integridade quanto a disponibilidade dos dados. Planos eficazes de resposta a incidentes e recuperação de desastres ajudam a limitar o impacto de uma violação. A resiliência da infraestrutura de TI também é um fator chave.
Aqui estão algumas medidas importantes para fortalecer a continuidade dos negócios:
- Adotar políticas de backup e recuperação eficazes.
- Desenvolver planos de resposta a incidentes detalhados.
- Manter a conformidade com normas e regulamentos de segurança.
- Realizar testes e simulações regulares de cibersegurança.
Essas ações ajudam a manter a operação em marcha, mesmo diante de problemas inesperados. A segurança da informação adequada garante que as empresas estejam prontas para enfrentar qualquer desafio cibernético futuro.
Adoção de Tecnologias de Segurança Baseadas em Nuvem
Nos últimos anos, as empresas têm adotado cada vez mais tecnologias de segurança baseadas em nuvem. Essas soluções oferecem flexibilidade, escalabilidade e maior capacidade de adaptação frente a um cenário de ameaças cada vez mais dinâmico. Ao mesmo tempo, ampliam a superfície de ataque, especialmente em ambientes multicloud.
Na prática, a complexidade da nuvem exige mais do que ferramentas nativas. Como explica Marcus Bergamo, analista de cibersegurança da NovaRed especializado em ambientes de nuvem e com mais de sete anos de atuação em Cloud, o desafio está na diversidade de arquiteturas, ferramentas e modelos de permissão:
“Em ambientes multicloud estamos lidando com diferentes plataformas, logs e políticas de identidade. Uma permissão mal configurada ou uma integração via API sem o devido controle pode se tornar uma porta de entrada para um atacante.” Cita Marcus Bergamo.
Uma das principais vantagens das tecnologias de segurança em nuvem é o acesso contínuo a atualizações, patches e dados em tempo real. No entanto, sem visibilidade unificada e correlação adequada de eventos, ameaças podem passar despercebidas. Em cenários distribuídos, falhas como má configuração de serviços, credenciais expostas e ausência de autenticação multifator seguem entre os riscos mais recorrentes.
Por isso, a adoção de segurança em nuvem precisa ser estratégica. Organizações devem considerar práticas como:
- Avaliar cuidadosamente os provedores e suas responsabilidades compartilhadas.
- Centralizar logs e eventos de diferentes nuvens para ampliar visibilidade.
- Garantir criptografia adequada e controle rigoroso de identidades e acessos.
- Monitorar continuamente permissões, integrações e comportamentos anômalos.
Com uma abordagem estruturada, tecnologias de segurança baseadas em nuvem deixam de ser apenas um recurso operacional e passam a atuar como pilar essencial da resiliência digital das empresas.
O Papel da Educação e Treinamento em Cibersegurança
O treinamento em cibersegurança é uma das defesas mais eficazes contra ameaças digitais. Funcionários bem preparados entendem melhor os riscos, reconhecem sinais de ataque e sabem como agir. Isso reduz vulnerabilidades internas e, principalmente, o tempo de resposta a incidentes.
Na prática, a diferença é clara. Como explica Everton, gerente de Engenharia da Informação da NovaRed, empresas que não investem na capacitação de suas equipes tendem a demorar mais para reagir quando um incidente acontece. Já organizações que priorizam treinamentos ganham mais autonomia, redução do risco operacional e maior agilidade na resposta, apoiadas por indicadores reais observados no dia a dia.
Mais do que treinamentos pontuais, a educação contínua em cibersegurança prepara as pessoas para agir com base nas melhores práticas da segurança da informação. Esse preparo se reflete em resultados operacionais mais consistentes e em ambientes mais resilientes.
Além disso, iniciativas como workshops técnicos ajudam a ir além do básico. Ao analisar o uso real das ferramentas e processos, é possível identificar oportunidades de melhoria e extrair mais valor das soluções já contratadas. Em muitos casos, clientes passam a utilizar funcionalidades que desconheciam, elevando o nível de proteção do ambiente sem a necessidade imediata de novos investimentos.
Empresas que tratam o conhecimento como ativo estratégico fortalecem não apenas sua postura de segurança, mas também sua capacidade de evoluir diante de um cenário de ameaças cada vez mais dinâmico.
Zero Trust e Estratégias Proativas de Defesa
A abordagem Zero Trust assume que ameaças podem existir dentro e fora da rede. Por isso, cada tentativa de acesso deve ser autenticada e verificada. Isso protege contra acessos não autorizados e minimiza riscos.
Estratégias proativas são essenciais em um cenário cibernético em rápida evolução. Elas incluem monitoramento contínuo e resposta rápida. A proatividade ajuda a identificar ameaças antes que causem danos significativos.
Para implementar uma estratégia Zero Trust e defesa proativa, considere:
- Adotar autenticação multifator para todos os usuários.
- Segmentar a rede para isolar dados sensíveis.
- Usar análise comportamental para detectar atividades anômalas.
- Realizar auditorias regulares de segurança.
Estas práticas fortalecem a defesa cibernética, garantindo melhor proteção contra ameaças emergentes.
Regulamentação, Privacidade e Proteção de Dados
Com o aumento das ameaças cibernéticas, a regulamentação se torna essencial. Muitas empresas enfrentam normas rígidas para proteger dados pessoais. Cumprir essas regras é crucial para evitar penalidades severas.
Privacidade está no centro das preocupações. Os consumidores esperam que suas informações sejam protegidas. As empresas devem tomar medidas para garantir que os dados sejam usados de maneira ética e segura.
Para melhorar a proteção de dados e conformidade regulatória, as organizações devem:
- Implementar políticas de privacidade abrangentes.
- Realizar treinamentos frequentes sobre proteção de dados.
- Garantir que todos os procedimentos atendam às regulamentações locais e internacionais.
Essas ações não apenas protegem dados, mas também melhoram a confiança do cliente.
Preparando-se para o Futuro da Cibersegurança
A cibersegurança em 2026 será desafiadora e dinâmica. As ameaças evoluem rapidamente, exigindo atenção constante e adaptabilidade. Empresas devem adotar estratégias inovadoras para se protegerem.
Preparação é chave para uma defesa eficaz. Isso envolve adaptar-se às novas tecnologias e regulamentações. Organizações devem:
- Implementar treinamentos contínuos para suas equipes.
- Desenvolver um plano de resposta a incidentes robusto.
- Colaborar internacionalmente para compartilhar informações valiosas.
A NovaRed atua exatamente nesse ponto de equilíbrio entre visão técnica e contexto de negócio, ajudando organizações a evoluírem sua postura de segurança de forma estruturada, prática e alinhada aos desafios reais de 2026.
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