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LGPD e proteção de dados: o que empresas precisam saber para garantir compliance e segurança

Da teoria à prática: como a LGPD impacta processos, pessoas e a confiança no mercado

A proteção de dados deixou de ser um tema técnico restrito à TI e passou a ocupar um papel estratégico nas organizações. Com o avanço da digitalização e o aumento exponencial da coleta de dados pessoais, proteger essas informações tornou-se uma questão de continuidade de negócios, reputação e confiança.

Nesse contexto, a Lei geral de proteção de dados (LGPD) surge como um marco regulatório essencial no Brasil. Inspirada em legislações internacionais, como o GDPR europeu, a LGPD estabelece regras claras sobre como dados pessoais devem ser coletados, utilizados, armazenados e protegidos.

Durante a Semana da Proteção de Dados, o tema ganha ainda mais relevância ao estimular reflexões sobre boas práticas, riscos e responsabilidades. Mais do que cumprir uma obrigação legal, empresas maduras entendem que a proteção de dados é um diferencial competitivo e um sinal de respeito ao consumidor.

O que é a LGPD e por que ela é importante

A LGPD não surgiu para multar empresas, mas sim, para proteger pessoas. Ela surge em um contexto em que dados pessoais passaram a ser coletados, usados e compartilhados em escala massiva, muitas vezes sem clareza, critério ou respeito ao titular.

Na prática, a lei devolve ao cidadão algo que nunca deveria ter perdido: o controle sobre suas próprias informações. O dado é da pessoa. A empresa apenas o utiliza, mediante confiança e responsabilidade.

De acordo com os princípios da LGPD, qualquer organização que trate dados precisa fazê-lo de forma transparente, segura e com uma finalidade clara. Isso não é burocracia: é respeito.

Mais do que um instrumento jurídico, a LGPD representa uma mudança cultural. Ela estabelece que usar dados é um privilégio, não um direito automático. E que esse privilégio exige cuidado.

Dados pessoais, dados sensíveis e os direitos dos titulares

A LGPD diferencia dados pessoais de dados pessoais sensíveis. Dados pessoais são informações que identificam ou podem identificar uma pessoa, como nome, CPF e endereço. Já os dados sensíveis incluem informações como origem racial, convicção religiosa, dados de saúde ou biométricos, que exigem cuidados ainda mais rigorosos.

Um dos pilares da LGPD é o fortalecimento dos direitos dos titulares. A legislação garante que qualquer pessoa possa saber como seus dados estão sendo tratados e exercer controle sobre eles.

Entre os principais direitos previstos em lei estão:

  • Acesso aos dados tratados pela organização
  • Correção de dados incompletos ou desatualizados
  • Exclusão de dados desnecessários ou tratados em desconformidade
  • Portabilidade entre fornecedores de serviço
  • Informação sobre compartilhamento com terceiros

Esses direitos reforçam a transparência e criam uma relação mais equilibrada entre empresas e consumidores, conforme previsto na LGPD.

Obrigações das empresas e o papel do DPO

Se os dados pertencem às pessoas, a obrigação das empresas é clara: proteger aquilo que lhes foi confiado.

É nesse ponto que entra o DPO (Data Protection Officer). Mais do que um cargo formal, ele atua como guardião da relação entre a organização e os titulares dos dados, assegurando que o uso das informações seja legítimo, ético e seguro.

Sim, o DPO se relaciona com a ANPD e com requisitos regulatórios. Mas, antes disso, ele existe para garantir que a empresa honre a confiança de quem entregou seus dados.

Hoje, esse trabalho é apoiado por ferramentas, automações e soluções de governança que evitam sobrecarga e tornam a proteção mais eficiente. O DPO não precisa mais agir sozinho: a tecnologia evoluiu para ser aliada da proteção.

Medidas técnicas e administrativas para data security

A segurança da informação é um dos pilares da LGPD. Do ponto de vista técnico, práticas como criptografia, controle de acessos e autenticação multifator são fundamentais para reduzir riscos de vazamentos e ataques.

Além disso, auditorias periódicas, atualizações constantes de sistemas e monitoramento de ambientes ajudam a identificar vulnerabilidades antes que se tornem incidentes.

No campo administrativo, políticas internas claras e treinamentos recorrentes são indispensáveis. Funcionários bem orientados reduzem significativamente a probabilidade de falhas humanas, apontadas como uma das principais causas de incidentes de segurança, de acordo com relatórios do setor de cibersegurança.

Consequências do não cumprimento da LGPD

O descumprimento da LGPD pode gerar impactos relevantes. As sanções previstas incluem advertências, bloqueio ou eliminação de dados e multas que podem chegar a 2% do faturamento da empresa no Brasil, limitadas a R$ 50 milhões por infração, conforme estabelecido pela própria legislação.

Além das penalidades financeiras, há danos reputacionais difíceis de mensurar. Vazamentos de dados afetam diretamente a confiança de clientes, parceiros e do mercado como um todo.

Por isso, investir em conformidade é também investir em sustentabilidade e credibilidade.

Cultura organizacional e treinamento contínuo

Nenhuma tecnologia é eficaz sem pessoas preparadas. A criação de uma cultura organizacional voltada à proteção de dados é um dos fatores mais importantes para o sucesso da LGPD.

Treinamentos regulares, comunicação clara e incentivo à responsabilidade individual ajudam a transformar a segurança da informação em um valor organizacional. De acordo com boas práticas de governança, a proteção de dados deve fazer parte do dia a dia de todas as áreas, e não apenas da TI ou do jurídico.

Desafios e oportunidades para pequenas e médias empresas

Para pequenas e médias empresas, a LGPD pode parecer um desafio maior devido a recursos limitados. No entanto, a conformidade também representa uma oportunidade.

Empresas que demonstram cuidado com dados pessoais ganham vantagem competitiva, fortalecem a marca e aumentam a confiança do consumidor. Parcerias com especialistas e soluções escaláveis são caminhos viáveis para alcançar esse nível de maturidade.

O papel da ANPD e o futuro da proteção de dados no Brasil

A Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD) é responsável por fiscalizar, orientar e aplicar sanções relacionadas à LGPD. Além da fiscalização, a ANPD atua na promoção da cultura de proteção de dados no país, por meio de guias, regulamentos e ações educativas.

O futuro da proteção de dados no Brasil aponta para um cenário de maior maturidade regulatória e integração com práticas globais. Empresas que se antecipam a esse movimento tendem a reduzir riscos e ganhar relevância no mercado.

NovaRed como parceira em conformidade e cibersegurança

Em um cenário em que dados são ativos críticos, contar com uma parceira especializada faz toda a diferença. A NovaRed apoia organizações na jornada de conformidade com a LGPD e outras regulamentações, combinando consultoria estratégica, tecnologia e serviços gerenciados de cibersegurança.

Ao apoiar a implementação de controles técnicos, governança de dados e resposta a incidentes, a NovaRed ajuda empresas a reduzir riscos legais e reputacionais, fortalecer a confiança do mercado e evoluir em maturidade em segurança da informação.

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